Notícias H2.3

Ver todas

  • Comércio Eletrónico em Portugal

    Consumidores e empresas gastaram, em 2014, 2,9 mil milhões de euros em produtos, bens e serviços disponibilizados na Internet; apenas 10% das empresas portuguesas têm lojas próprias.

     

    Estes dois números apresentados no Estudo Economia Digital em Portugal em 2009-2015 mereceram um alerta do presidente da ACEPI: «Temos infraestruturas e consumidores sofisticados, mas empresas pouco sofisticadas».

     

    Se nos negócios entre empresas ou entre consumidores e empresas, o panorama poderia ser mais auspiciosos, no eGovernment o presidente da ACEPI não hesitou em classificar Portugal como um dos três países mais avançados. A adesão aos processos digitais nas relações entre empresas e Estado traduz-se no seguinte número: as transações que envolvem organismos do Estado ascenderam aos 45 mil milhões de euros. Em 2020, as estimativas da ACEPI e da IDC revelam que o eGovernment deverá superar os 79 mil milhões de euros. Também o comércio eletrónico (empresas e consumidores) deverá crescer para os 5,3 mil milhões de euros.

     

    Alojamento, moda, e equipamentos eletrónicos são as áreas mais procuradas. Em 2014, 72% dos consumidores terão feito compras em sites estrangeiros; e 48% dizem mesmo preferir comprar no estrangeiro… apesar 73% indicarem que o método de pagamento do Multibanco (entidade-referência-montante) como o preferido.

     

    Alexandre Nilo da Fonseca lembrou que muitas empresas portuguesas não estão a tirar partido das oportunidades de negócio no estrangeiro, e em jeito de dica, apontou um alvo: «EUA, China e Reino Unido somam mais de metade do comércio eletrónico mundial».

    Joaquim Pedro Cardoso da Costa, secretário de Estado da Modernização Administrativa, aproveitou a passagem pelo evento para reiterar a aposta num Estado cada vez mais digital, mas não deixou de apontar lacunas à legislação e à regulação de conflitos: «Ainda estamos aquém daquilo que podemos fazer para a segurança e confiança das transações».

     

    Cardoso da Costa enalteceu adoção do princípio «only once», que dipensa o cidadão de apresentar documentos que o Estado já tem em sua posse, como um exemplo das novas relações entre pessoas e organismos públicos. Para que o «only once» vingue, o Estado está a trabalhar com o objetivo de garantir a interoperabilidade entre repositórios, que permitem prestar serviços digitais mais ágeis à população, lembrou o secretário de Estado.

     

    Além da promessa de chegar aos 900 espaços de atendimento de cidadãos que pretendem aprender a usar os serviços digitais, o governante reforçou ainda a promessa no que toca a «uma política ativa de dados públicos abertos».

     

    fonte Exame Informática