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  • Os perigos de uma Internet Global

    Li há dias um artigo de opinião que alertava para o  " perigo " de estarmos todos conectados culturalmente através de tecnologia, internet.

    Esse artigo remetia para o encontro Latino-Americano Progressista, que decorreu em Quito, onde o fundador do Wikileaks, o australiano Julian Assange, através de video conferência,  advertiu para o facto de ser um  "risco" conectar a humanidade a "uma só cultura" por meio da tecnologia, pois, se algo falhar, irá afetar todo o planeta.

     

    "Nunca houve um momento em toda a história da civilização humana onde um mesmo tema está passando a todas as estruturas humanas ao mesmo tempo em todas partes. Por isso, se algo falhar na internet, será um problema para toda a humanidade", comentou.

     

    O australiano acrescentou que, quando há uma integração total, "se desenvolve uma incrível conformidade", e assinalou que "sempre há uma irrigação e ao conectar a humanidade a si mesma pode ser que nos transformemos em uma só cultura".

     

    "Acredito que necessitamos que 20% das pessoas não estejam conectadas à internet ou que estejam conectadas a uma internet diferente porque, quando falhar a internet, vai falhar para todos", reiterou.

     

    Para o fundador do Wikileaks, a globalização é benéfica mas "cria um só mercado" e quando há jogadores poderosos em um mercado que não se pode regular, surge um problema pois não há uma regulação internacional que controle o monopólio.

     

    "Com o tempo, os maiores jogadores vão começar a comer 80% ou 90% de todo o mercado"

     

    Sem colocar em causa o interesse e a necessidade de uma comunicação global, concordo que do ponto de vista tecnológico, precisamos de criar alternativas fiáveis, que nos permitam salvaguardar o acesso rápido aos meios de partilha de informação e comunicação, assim como uma supervisão independente, autónoma e supra governamental.